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A nova vacina da gripe 2019 e as diferenças do imunizante na rede pública e privada

A nova vacina da gripe 2019 e as diferenças do imunizante na rede pública e privada

Pode não parecer, mas a gripe é uma doença séria, que mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, de acordo com o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2018 no Brasil houve 1363 mortes por influenza confirmadas até o mês de novembro segundo a Folha.

Além de causar aqueles sintomas clássicos — febre alta, nariz entupido, cansaço e dor no corpo —, ela está por trás de complicações como pneumonia e infarto.

O vírus responsável pela doença sofre mutações e se fortifica todos os anos. A principal forma de evitar a contaminação é por meio da vacinação. O correto é tomar a dose antes do inverno começar, quando o número de atingidos sobe muito.

 

O que tem na vacina da gripe

Como o vírus se transforma todos os anos, a vacina também precisa ser atualizada anualmente, assim os subtipos dos vírus da gripe que serão incluídos no imunizante também mudam.

Quem define a composição da vacina é a própria OMS, que reúne e analisa as informações enviadas por centros de vigilância de todos os países. No Brasil, por exemplo, temos três estações-sentinela: o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará. Elas são responsáveis por analisar os indivíduos infectados para descobrir as variações do vírus que mais circulam em cada região.

Com esses dados, o conselho consegue definir a composição da vacina.

 

 

Quem deve tomar

Em comparação com 2018, não teremos nenhuma alteração em relação ao público que deve tomar o medicamento. Algumas pessoas podem aguardar a campanha do Ministério da Saúde que fornece as vacinas gratuitamente, são elas:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos
  • Gestantes
  • Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias
  • Pessoas com mais de 60 anos
  • Profissionais da saúde
  • Professores da rede pública e particular
  • População indígena
  • Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide
  • Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia
  • Portadores de trissomias, como as síndromes de Down e de Klinefelter
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Adolescentes internados em instituições socioeducativas.

Esses grupos são selecionados por serem mais vulneráveis aos efeitos da gripe e sofrerem mais com seus sintomas ou possuem contato diário com outras pessoas infectadas, o que aumenta o risco de transmissão.

 

Além da versão trivalente do imunizante distribuída pela rede pública, existe a tetravalente. A diferença principal é a presença de um quarto tipo de vírus na composição, o que eleva o nível de proteção. Além de proteger contra o H1N1, H3N2 e o vírus tipo B Yamagata, a tetravalente também protege contra o tipo B Victoria.

 

A vacina da gripe tem não tem contraindicações

Não caia na conversa de que o imunizante provoca gripe, como ele é feito com o vírus inativado, não há nenhum risco de causar qualquer problema.

Sobre as histórias de pessoas que tomaram uma dose acabaram de cama, existe uma explicação. Podemos dizer que, o sistema imune demora alguns dias para contrapor a influenza, ou seja, a vacina demora alguns dias para começar a fazer efeito — e caso o paciente entre em contato com o vírus no ambiente nesse meio tempo, ele pode sim ser infectado.

Outro dado que influencia é a eficiência. A vacina chega ao máximo de 70% de eficácia, por isso existem casos sim que ela não surte efeito. Mesmo assim, é importante se vacinar para ajuda a evitar muitas das complicações pós-gripe, como a pneumonia.

 

A dose da vacina precisa ser atualizada todo ano

Após alguns meses a taxa de proteção da vacina começa a cair, além disso os vírus da gripe estão em constante mutação, então aqueles que circulam esse ano são bem diferentes daquelas que aterrorizaram o inverno passado. É preciso se proteger novamente para não sofrer com espirros, prostração, febre e outros sintomas.

Neste post resumimos as principais recomendações que foram implementadas para a vacinação de 2019. Fique atento e se for o caso, encomende e programe sua visita ao laboratório para se vacinar, antes que o inverno chegue e os vírus fiquem mais fortes.  

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