Catecolaminas

Utilizada para o diagnóstico e avaliação de feocromocitoma, diagnóstico de tumores produtores de catecolaminas e de hipotensão postural.
As catecolaminas são sintetizadas nas células cromafins do sistema nervoso simpático (epinefrina pela medula adrenal e norepinefrina e dopamina pela medula adrenal e neurônios simpáticos pós-ganglionares). 
Circulam no plasma em formas livres e ligadas a proteínas como albumina, globulinas e lipoproteínas. As dosagens plasmáticas podem ser realizadas após estimulação. Em pacientes com hipertensão paroxística, a sensibilidade do teste pode ser aumentada iniciando a coleta após o episódio. 
O padrão de catecolaminas difere segundo a forma de tumor: feocromocitomas geralmente produzem norepinefrina e epinefrina, paragangliomas secretam norepinefrina e neuroblastomas também produzem dopamina. As metanefrinas urinárias são consideradas o melhor teste de triagem para feocromocitoma. Os níveis de catecolaminas e metanefrinas podem ser interpretados em relação à concentração de creatinina da amostra. As catecolaminas são excretadas na urina na forma intacta ou como metabólitos (metanefrinas e ácido vanilmandélico).
A determinação quantitativa das catecolaminas plasmáticas também é útil mo diagnóstico diferencial de hipertensão e na avaliação da insuficiência cardíaca congestiva, doenças coronarianas, diabetes mellitus, arteriosclerose e asma aguda.
Valores aumentados: feocromocitoma, ganglioneuromas, neuroblastomas, stress severo, hipoglicemia, certos medicamentos (metildopa, isoproterenol, nitratos, minoxidil, hidralazina), tabagismo, consumo de café.
Valores diminuídos: hipotensão postural, síndrome Shy-Drager e disautonomia familiar.

  • Material:

    Sangue

  • Preparo:

    A critério médico, suspender por 7 dias antes da coleta os medicamentos: alfa-metil-dopa, antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, bromocriptina, broncodilatadores, clonidina, clorpromazina, descongestionantes nasais, fenotiazina, haloperidol, inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina), inibidores da MAO (Monoamina oxidase), levodopa, moderadores de apetite, prazosina, quinidina, reserpina, teofilina, tetraciclina, vasodilatadores.


    Dieta: Não é recomendado ingerir durante 5 dias antes da coleta os seguintes alimentos: banana, laranja, abacaxi, queijo, café, chá, chocolate, caramelos, marmeladas, doces, sorvetes, nozes e bebidas alcoólicas. Não fumar nas 4 horas que antecederem a coleta.

    Bebida alcoólica: A abstinência é desejável nos 5 dias que antecedem o teste.

  • Material:

    Urina de 24 horas

  • Preparo:

    Ao levantar pela manhã, deverá desprezar toda a urina contida na bexiga e anotar o horário. A partir desse momento, toda vez que urinar, durante o resto do dia e também à noite, deve-se recolher integralmente a urina de cada micção, colocando-a no mesmo frasco de coleta. Este deve ser bem fechado e guardado em refrigerador, entre as micções. Na manhã seguinte, deve-se coletar toda a urina contida na bexiga e encerrar a coleta no horário correspondente ao horário que desprezou a 1° micção da véspera. Durante as 24 horas de coleta, a ingestão de líquidos deve ser a habitual. Coletar urina de 24 horas em frasco limpo contendo 10mL de HCl 25%.
    Dieta: Dois dias antes da coleta de urina o paciente deverá evitar a ingestão de chocolate, baunilha, bananas, frutas cítricas e café.
    Medicação: À critério médico, suspender o uso dos seguintes medicamentos: aspirina e anti-hipertensivos. 

Código CBHPM: 40316173/40311058

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